Buenos Aires-Argentina - Passagens, hostel, câmbio, taxista espertinho e mais!



Oi oi!

Já que passou o carnaval, o ano finalmente "iniciou" e tudo volta a sua rotina, que tal começar a programar aquela viagem deliciosa para algum dos próximos meses? Vou fazer uma sequência de posts sobre minha viagem para Buenos Aires (que na verdade foi Buenos Aires, Colonia Del Sacramento e Luján), contando o que fiz, o que deu certo, o que não deu, o que vale realmente a pena e o que é dispensável!

Passagens:
A primeira coisa a ser vista é a passagem. A época influencia muito e os feriados brasileiros também, pois a procura de passagens daqui pra lá é ainda maior. Pra quem tem milhas em cartão de crédito, as viagens dentro da América do Sul são uma mão na roda. Conseguimos trechos a 6.000 milhas e, portanto, só pagamos as taxas (deu cerca de R$270,00 por pessoa ida e volta). Porém, se você não tem milhas, não se preocupe! Sempre vejo promoções de passagens no site Passagens Imperdíveis, e dá pra acompanhar tanto pelo site, quanto pelo Instagram ou aplicativo para celular!  
O aeroporto de destino também é algo que precisa ser observado. Para chegar a Buenos Aires, existem 2 aeroportos disponíveis. O de Ezeiza (que é uma cidade bem próxima) e o Aeroparque que é bem dentro da cidade (tipo o Aeroporto de Congonhas/SP). Ou seja, ao comprar a passagem é importante analisar se a economia no aeroporto de Ezeiza (caso o site apresente preço menor pra lá) vai compensar o valor que vai gastar om transfer/táxi; observar os horários e distância/tempo de cada aeroporto até o hotel, etc. 
Demos sorte e conseguimos vôo direto de SP para o Aeroparque, com horário de chegada antes do almoço. Com isso, aproveitaríamos o dia e chegaríamos no hotel em horário próximo ao check-in. Excelente. 

Traslado:
Se o seu hotel não oferece transfer, e você está indo por conta própria (sem pacotes por agências), o táxi é uma boa opção. Ou pelo menos era, até levarmos uma VOLTA do taxista. Entramos no táxi e ele veio cheio de conversa, perguntando sobre o Brasil e falando maravilhas sobre a Argentina. Foi levando o carro e falando até babar (parecia guia turístico), e a gente achando tudo isso meio estranho, pois estava demorando muito pra chegar no hotel (e havíamos lido que era bem perto). Resultado: a corrida deu 270 pesos, e logo mais descobriríamos que era pra ter sido no máximo 90. 
Aonde erramos? Confiar na cara de bom moço e confirmar, todos felizes, que era nossa primeira vez em Buenos Aires. 
Depois que passa a gente pensa: como fomos tão burros? Mas é algo completamente natural, existem muuuuitos taxistas lá já "treinados" nisso, e foi bom pra aprender... Afinal, tudo é experiência né? O negócio é não deixar isso estragar o resto dos dias e ver o copo meio cheio: que no caso foi que o taxista, sem querer, foi um super guia turístico e nos situou muito bem de tudo o que faríamos por ali.

Uma das coisas mostradas pelo "guia"... Casa do embaixador do Brasil.

Hotel:
Hotel é uma coisa completamente "pessoal e intransferível", rsrs. Como foi uma viagem organizada com pouca antecedência e sabíamos que seriam poucos dias, e que o hotel seria algo apenas pra dormir e tomar banho, optamos pelo combo valor+localização+boas indicações de amigos. Escolhemos o Hostel Suites Florida, situado bem no meio da rua Florida.. Centrão mesmo. Perto de tudo e uma excelente referência pra quem vai pela primeira vez sem querer gastar muito. 

O Hostel tem esse mega calendário com várias atividades para os hóspedes (não inclusas no valor da diária, claro).

Quarto simples, cama confortável!

Café da manhã mais simples, impossível. Mas até que quebrou o galho.

A experiência foi: ok. Fizemos a reserva pelo Booking.com, mas chegando lá o pessoal da recepção simplesmente não sabia nada sobre nossa reserva... Isso deu um trabalho, pois estávamos sem internet, a wifi não colaborava muito, e os atendentes não estavam com muita boa vontade não... Mas ok. Foi compensado pela excelente localização, cama gostosa, chuveiro com pressão e bem quentinho. Café da manhã o mais simples possível, porém tem um pub no subsolo do hostel que é uma delícia e super bem frequentado (p.s.: não deu pra ouvir barulho dele do nosso quarto). 
Voltaria? Sim, se o esquema fosse o mesmo (apenas pra dormir). Mas da próxima, como deve ser uma viagem mais tranquila (sem ter que bater cartão em todos os pontos turísticos), acho que vou preferir algo mais aconchegante e arrumadinho.

Câmbio:
Sem dúvidas, trocar o real por pesos lá vale muito mais apena do que aqui no Brasil. Troque uma quantidade pequena no aeroporto (o de lá também é caro), o suficiente pra pegar um táxi e suprir as primeiras eventuais despesas... E logo já troque no centro, nas casas de câmbio. MAS CUIDADO COM AS CASAS!!! Andando pela rua Florida, terão inúmeros, incontáveis, aos montes! de pessoas gritando e oferecendo câmbio... Li vários relatos de pessoas que foram enganadas, com notas falsas e coisas do tipo... Então muito, mas muito cuidado. O câmbio paralelo (não oficial) vai pagar mais que o oficial nos seus dólares/reais... Encontrei um super confiável que fomos atendidos, inclusive, por brasileiros. É o Câmbio Virtual. Fica bem na rua Florida, um lugar mega discreto e com máquinas para verificar se as notas são verdadeiras. Gostei MUITO e me senti muito segura. Demos muita sorte, porque tínhamos 100 dólares que sobraram de uma última viagem e o dólar naquele dia estava equivalendo a 16 pesos... Rendeu bastante!rsrs. Ah! Pela página do Facebook deles você consegue acompanhar a cotação do dia. 

Passeios:
Fomos pra lá com uma ideia do que queríamos fazer, mas fomos organizando e fazendo tudo por lá. Como era uma viagem para aproveitar muito, mas também descansar, preferimos resolver a cada dia o que iríamos fazer. É bom sim, já ir com uma ideia do que vai ser visitado, mas gosto muito dessa possibilidade de decidir tudo na hora, conforme bate a vontade, e não ficar "presa" aos roteiros... 


Bom, esse post foi apenas uma introdução do que eu vou contar nas próximas postagens. Achei melhor fazer assim, pra já dar uma direção pra quem está pensando em fazer essa viagem tão pertinha de casa e também tão linda. Buenos Aires é uma cidade muito desenvolvida e é impressionante pensar que mesmo que eles estejam em uma situação econômica muito pior do que a do Brasil, conseguem ser bem mais evoluídos. Se engana quem diz que "Buenos Aires é tipo São Paulo", pois não, não é. É mais bonita, mais limpa, mais segura (sim.), e mais agradável de passear. Com certeza é daquelas viagens que dá vontade de repetir várias vezes na vida... A imensidão de possibilidades de coisas pra fazer atrai, e muito! 5 dias com certeza foram suficientes pra se apaixonar, mas muito pouco perto de tudo o que a cidade tem pra nos oferecer!

p.s.: Tatah Fávero voltou pro Brasil com o portunhol numa situação pior do que quando foi. Teve muuuuito embromation! rsrs




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