Se encontre.



Sabe qual é o problema? As pessoas passam o relacionamento inteiro acreditando que o outro nunca vai encontrar mais ninguém. E ao mesmo tempo acreditam que nunca vão encontrar alguém também. O resultado disso são relações paradoxas: a autoconfiança deixa a valorização do próximo pra depois e a baixa auto estima te faz implorar por isso. É o famoso "faça o que eu digo e não faça o que eu faço". 
Exigimos muito e oferecemos tão pouco... E assim as pessoas se tornam dependentes: Umas das outras. Dos restos e migalhas. E desse orgulho que tenta provar pros dois que é "normal" senti-lo. 
O ofendido não se sente capaz de superar o eventual término e ao mesmo tempo o ofensor acredita que o outro jamais conseguiria seguir em frente (com o perdão da denominação, que eu discordo veemente, mas o final é baseado em tanta troca de farpas que realmente parece que estamos tratando de uma ofensa, e não de um ex-amor). O ponto crucial disso tudo é que o "ofensor" e o "ofendido" se encontram na mesma pessoa. E no parceiro dela. É uma luta de egos entre 4 personagens fictícios, quando os protagonistas deveriam assumir o papel e controlar a situação. É a caça, o caçador. 
Sempre tem "um que ama mais que o outro". Ou pelo menos a discussão é essa. E esse é um conselho tolo que já ouvi algumas vezes: "você precisa encontrar alguém que te ame mais do que você o ame. Esse é o segredo." Mas será que existe isso de "amar menos" ou "amar mais"? O amor não deveria ser algo pleno que bastasse simplesmente por existir? Pois é. A partir do momento que precisamos quantificar um sentimento, é porque ele já não acontece. Quando precisamos provar o que sentimos, sem que isso saia naturalmente, é porque estamos forçando uma situação que não existe mais. 
E assim, o que era pra ser um relacionamento de somar, acaba subtraindo. E com isso vem o medo, o desespero, a posse e o apego. As relações se tornam contratos, uma mera obrigação solidária baseada na troca de favores. 
É preciso entender que somos incríveis o suficiente para sermos felizes sozinhos e, consequentemente, atrair com o tempo alguém que chegue sem precisar provar nem quantificar nada.
É preciso saber (ou tentar não esquecer) que quem chega é maravilhoso ao ponto de ter 1001 outras opções, mas ESCOLHEU ficar ao seu lado, e não "precisou". 
Ninguém precisa de ninguém. Se você "precisa" de alguém, é porque, na verdade, está precisando é de si mesmo. 
Se encontre. 
Esse é o alguém que a gente tem medo de descobrir e medo que o outro ache. Esse é o alguém que eu disse no início do texto. 
E esse é o alguém mais valioso que você vai conhecer na vida. 

Ps: Tatah Fávero brinca de pique esconde todo dia consigo mesma. E é uma delícia quando se acha. 1, 2, 3, salve todos!

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