She said goodbye...


... too many times before. 




É, disse. Mas ela se foi?  Foi-se realmente, de corpo, alma e cartas rasgadas? Foi sem lembrar-se de você a cada vez que cumprimentava alguém com seu perfume (e odiou a pessoa por alguns segundos por isso)? Foi se entregar inteira para outro que não fosse você? Não, não foi. E por ter dito adeus tantas vezes é sinal de que voltara outras tantas vezes. 

Quando a pessoa quer ir embora MESMO ela não avisa, não despede, não pergunta se é o que você quer. Ela simplesmente vai. Não se preocupe. Enquanto a pessoa dá sinais e lembretes, ela não está tão afim assim de ir. 

Talvez não esteja preparada, ou nem saiba o que está dizendo. Talvez o que ela mais quer é que você diga com aquele sorriso de canto de boca e guarda abaixada “por favor, fica”. Ou talvez tudo o que a pessoa esteja precisando mesmo é que você fale, sem pudores e com uma confiança maior que o normal “quer ir? Então vá. Não estou te impedindo. Se é sua decisão eu respeito”, pra só assim ela perceber a decisão que está pensando em tomar. 

A pessoa que tanto diz adeus, mesmo sem querer se despedir é, das duas, uma: insegura demais para entender sua importância sem precisar de provas, ou aquela segura demais, que sabe que o outro sempre vai recebê-la de volta de braços abertos e memória fraca. E insegurança ou segurança demais sempre são um problema. 

Quanto mais a pessoa ameaça que vai embora, mais ela tem medo que a outra faça isso com ela. E, de tanto falar e não ir, sua palavra vai perdendo o valor, e o relacionamento um pouco a graça. 

Fica sempre aquele sentimento de que “cão que ladra, não morde”, e o respeito vai acabando, aos pouquinhos. Em termo chulo, fica aquela cachorrada. Um fala que vai embora, o outro não acredita, e assim acontece até que um mais orgulhoso vai embora com o coração na mão. Passa um tempo, fazem as pazes, voltam, brigam de novo, as ameaças retornam e o inferno também.  

Que coisa medíocre deve ser estar com alguém que sempre fala adeus. Que a cada estremecida do relacionamento precisa de provas, precisa se auto-afirmar, e prova o quão fraco é abandonando tudo antes mesmo de tentar resolver os impasses.

Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia né (nossa hoje estou totalmente dos ditados, rs) , mas se eu posso falar algum pras minhas amigas, o conselho é: PAREM de tratar términos e adeus com naturalidade. 

NÃO é comum ficar falando tchau pra quem vocês disseram que amam há 1 hora atrás. Não é comum terminar com alguém simplesmente porque algo não saiu como você planejava (chega de ser mimada, garota!).

O mais importante disso é pensar que todo mundo pode se cansar (e se cansa mesmo!) disso tudo um dia. E de adeus em adeus, você pode estar apenas mostrando para a outra pessoa a maneira certa de ir embora e dando todos os motivos necessários para isso.

Não é simples assim abrir mão do amor da sua vida. Todas nós sabemos que não é. Talvez por isso um adeus avisado, gritado, desesperado, sempre dói mais em quem está proferindo do que em quem está sendo “deixado”.

p.s.: Tatah Fávero aprendeu a dizer adeus apenas para aquilo que não se encaixa mais em sua vida.

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