(pra você) O amor não é cego.




A cada dia aprendo a namorar uma nova pessoa, um novo você. Suas mil características (ouça bem, características, incluindo defeitos e qualidades) me mostram que não preciso procurar em outra pessoa o que você não tenha. Você tem tudo. Não ao mesmo tempo, é claro. E isso seria loucura. Mas tudo o que eu preciso, o supérfluo, o que eu compreendo, o que eu não compreendo, o que eu amo.  

Aquelas que ousam me chamar de louca por passar tantos anos com você são aquelas que graças a Deus não te conheceram antes de mim, pois provavelmente estariam apaixonadas tanto quanto eu.  

Amo sentir saudades. Amo quando sinto frio na barriga por receber uma mensagem sua. Amo você puxar a cadeira para eu sentar, e sempre servir o meu copo antes do seu. Amo te ver com aquela camisa só porque te convenci que adoro você nela.  Amo te ver num dia comum, numa rua comum, com roupas de trabalhar comuns, num horário incomum e com pessoas comuns em volta.  Mas, principalmente, amo por sentir isso após tanto tempo.

Às vezes eu penso, será que amar é isso? Ou só somos acostumados? A pessoa “acostumada” com alguém vai olhar com desânimo pro celular quando o outro liga. Verá defeito em todos os programas que fizer com ele. Verá defeito em todas as falas dele, em todos os gestos, em todos os sentidos.Não é nosso caso. Aqueles que amam enxergarão os defeitos, sim! Mas no minuto seguinte pensarão em todas as qualidades que estão acima de situações irrelevantes.

Não acredito na cegueira do amor. Ele até que enxerga muito bem. Enxerga além dos fatos, além das palavras, além de uma possível cara feia após um dia de trabalho ou algum tipo de ausência por causa de tantas coisas a fazer durante a semana.

O amor não é cego, ele enxerga o futuro, as coisas boas, o horizonte, o amanhã. Enxerga a falta que a pessoa fará na sua vida se sair dela sem alguma explicação plausível. Enxerga, principalmente, que sou extremamente louca por você. O amor enxerga tão longe que não tem tempo de olhar no relógio pra ver a quanto tempo ele já existe. Ele apenas é.


p.s.: Tatah Fávero namora há 4 anos e 7 meses e sempre acha que sabe o que está falando

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